Dignidade e Cidadania

CASA VERDE

Escola de música Tocando em Frente



O estudo da Música pretende garantir ao aluno/músico/beneficiário a possibilidade de vivenciar e refletir sobre questões musicais, num exercício sensível e expressivo que também oferece condições para o desenvolvimento de habilidades, de formulação de hipóteses e de elaboração de conceitos de mundo. A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, concentração, coordenação motora, do equilíbrio, da autoestima, do autoconhecimento, da autorrealização, da acuidade auditiva, da destreza do raciocínio, da disciplina pessoal, além de poderoso meio de integração social, promovendo descobertas sonoras através de atividades lúdicas viabilizando condições para satisfazer as necessidades bio-psico-sociais dos participantes.

A visão de uma escola de orquestra permanente permite a reflexão não só do desenvolvimento instrumental que reflete no repertório, mas na permanente construção da linguagem musical por meio de um Plano Político Pedagógico forte que se sustenta em bases sociais e educacionais. Cumprindo papel de formação orquestral mantendo integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical principalmente por ser trabalhada com a prática coletiva. Para desenvolver as habilidades relacionadas às competências citadas e aos valores a serem trabalhados com os alunos/músicos/beneficiários e em todos os níveis musicais com base às práticas citadas, são utilizados métodos ativos de ensino musical de Dalcrose, Kodály, Willems, Suzuki, Sá Pereira e Vila Lobos com o “modus operandi” do Sistema SINOS.

A Escola de Música Tocando em Frente, criada em 2007 é base de todo trabalho social, educacional e cultural que tem como principal objetivo assegurar a formação, difusão e valorização cultural por meio do atendimento gratuito para jovens da rede pública de ensino. Oriundos de bairros como o Zumbi, Teixeira Leite, Valão e Village da Luz, comunidades com altos índices de violência e criminalidade na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, os beneficiários recebem lanche, transporte, material didático, instrumentos e as oficinas para que se tornem verdadeiros músicos.

Atualmente a instituição desenvolve parceria com o SINOS – Sistema Nacional de Orquestras Sociais que vem para dar suporte musical influenciando o crescimento didático, técnico e artísticos para orquestras de projetos sociais por todo território brasileiro. As atividades se iniciam exclusivamente online e, quando possível, se estenderão a ações presenciais. A ideia é capacitar regentes, instrumentistas, compositores e educadores musicais, apoiando projetos sociais de música e, ainda, contribuir para o desenvolvimento das orquestras sociais de todo o país. É uma rede composta por dezenas de profissionais de música, que atuam em cursos, oficinas, concertos e festivais, que são aplicados por meio de mediadores das próprias instituições parceiras, como a Casa Verde. O propósito inicial do SINOS é estimular quem já está colocando a mão na massa”, diz o maestro Marcelo Jardim, vice diretor da Escola de Música da UFRJ e coordenador dos projetos da universidade em parceria com a Funarte. “Em lugar de criar um programa que iniciasse tudo do zero, a escolha da Fundação e da Universidade foi valorizar essas pessoas que já atuam, mas são carentes de apoio e de sustentação; e reforçar e chancelar o que elas já estão fazendo em suas áreas” afirma.


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